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Salvador,28/05/2026

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Jordan Campos nega acusações após ser alvo de operação do MP na Bahia

Investigado por supostos crimes contra pacientes e ex-alunas, psicoterapeuta afirma ser inocente e diz que denúncias já foram analisadas anteriormente


Jordan Campos nega acusações após ser alvo de operação do MP na Bahia Jordan Campos / Reprodução Redes Sociais

O psicoterapeuta Jordan Campos se pronunciou pela primeira vez após ser alvo da “Operação Catarse”, deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia na terça-feira (26). Em publicação feita nas redes sociais na quarta-feira (27), ele negou as acusações de abuso, assédio e exploração psicológica envolvendo pacientes e ex-alunas de cursos ministrados por ele.


Jordan é investigado pelos crimes de violação sexual mediante fraude, assédio sexual e estelionato. Segundo o Ministério Público, ele teria utilizado a posição de autoridade profissional para manipular mulheres em situação de vulnerabilidade emocional ao longo de mais de uma década.


Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado, localizados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores, em Salvador. A Justiça também determinou o bloqueio de bens superiores a R$ 960 mil, além da quebra de sigilos informáticos e telemáticos.


De acordo com as investigações, as vítimas seriam mulheres com histórico de trauma, baixa autoestima e dependência emocional. Conforme aponta o MP, o psicoterapeuta teria desvirtuado a relação terapêutica para obter vantagens sexuais e financeiras. Nas redes sociais, Jordan Campos ganhou notoriedade ao compartilhar conteúdos sobre desenvolvimento humano e relatos ligados à rotina de atendimentos.


No posicionamento divulgado na última quarta, o terapeuta afirmou ser “totalmente inocente” e declarou nunca ter praticado qualquer tipo de abuso ou exploração. “Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade, eu sempre lutei exatamente contra esse tipo de situação”, escreveu.


Jordan também afirmou que parte das denúncias já havia sido apresentada anteriormente e que uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho teria sido arquivada por falta de provas. Segundo ele, a atual apuração envolve ainda disputas patrimoniais ligadas a relações contratuais e societárias discutidas na Justiça.


O psicoterapeuta declarou atuar há mais de 20 anos na área de desenvolvimento humano, com trabalhos ligados a consultas, palestras, cursos e livros. Abaixo a da nota publicada em suas redes sociais que repercutiu entre seguidores e internautas poderá ser lida na íntegra.



NOTA PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO
A Pacientes, Alunos, Seguidores e Mídia 


"Desde ontem meu nome passou a circular de forma muito intensa na mídia e nas redes sociais em razão de uma investigação que se tornou pública após o cumprimento de medidas judiciais.

Eu sou Jordan Campos, terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de 4 filhos. E preciso iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade, eu sempre lutei exatamente contra esse tipo de situação.

Parte dessas acusações já havia surgido anos atrás envolvendo algumas das mesmas pessoas mencionadas agora. Na época, houve investigação no Ministério Público do Trabalho durante meses, e aquele procedimento acabou arquivado por ausência de provas relacionadas às acusações apresentadas naquele momento. A diferença é que naquela época não houve essa repercussão pública e midiática que estamos vendo agora.

A atual investigação também envolve uma questão patrimonial ligada a uma relação contratual e societária que já vinha sendo discutida nas instâncias próprias. Inclusive, houve apuração anterior sobre esse tema, com entendimento policial no sentido da ausência de elementos de estelionato naquele contexto analisado.

O papel do Ministério Público é investigar. O papel das autoridades é cumprir determinações judiciais. E é importante lembrar que estamos diante de uma investigação, não de uma condenação.

Há mais de 20 anos eu cuido de pessoas. Construí minha trajetória através de consultas, aulas, eventos, livros e projetos humanos, sempre de forma pública, aberta e diante de milhares de pessoas que acompanham minha caminhada há muitos anos.

Repito com absoluta tranquilidade: jamais pratiquei os atos que estão sendo atribuídos a mim.

Neste momento estou com dificuldade de acesso à minha conta oficial do Instagram porque meus dispositivos eletrônicos foram apreendidos e ainda estou resolvendo a questão da autenticação e recuperação de acesso.

Por orientação jurídica e por respeito ao próprio processo, que corre sob sigilo, não entrarei em detalhes sobre os fatos neste momento.


Jordan Campos"




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