Salvador reafirma sua força no rock com noite histórica do Guns N’ Roses na Fonte Nova
Capital baiana, berço de ícones como Raul Seixas e Pitty, mostra que o rock segue pulsando forte ao receber turnê internacional e emocionar mais de 40 mil fãs
Guns N' Roses / Ricardo Santana A Bahia, reconhecida mundialmente como a terra do Axé, também pode ser considerada um dos berços fundamentais do rock brasileiro. Foi daqui que surgiram nomes como Raul Seixas e Pitty, dois dos maiores ícones do gênero no país. Desde os anos 60, Salvador respira rock, com uma cena consistente que atravessou décadas e resistiu até mesmo ao crescimento avassalador da Axé Music nos anos 90.
Mesmo diante da força de outros ritmos, o rock baiano nunca deixou de existir. Ao contrário, encontrou formas de se reinventar, incorporando elementos em diferentes estilos e mantendo viva sua essência, como na presença marcante da guitarra baiana, que ajudou a conectar sonoridades do rock a públicos distintos.
E foi justamente essa tradição que ganhou um novo e poderoso capítulo na noite desta terça-feira (15), quando Salvador voltou ao centro do cenário nacional e internacional do rock com o show da turnê “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things”, da banda Guns N' Roses, na Arena Fonte Nova.
A abertura ficou por conta da banda Raimundos, que incendiou o público com clássicos como “Mulher de Fases” e “Me Lambe”, preparando o terreno para uma noite que já prometia ser inesquecível. Com mais de 40 mil pessoas presentes, a expectativa tomou conta do estádio.
Ao som de “Welcome to the Jungle”, o Guns N' Roses deu início ao espetáculo, levando o público a ecoar cada refrão em coro. A apresentação seguiu marcada por momentos de forte emoção, com clássicos como “November Rain”, “You Could Be Mine”, “Don’t Cry” e “Sweet Child O’ Mine”.
Um dos pontos mais marcantes da noite foi a execução de “Patience”, incluída no setlist após inúmeros pedidos dos fãs nas redes sociais. Outro momento de destaque foi a homenagem a Ozzy Osbourne, exibido no telão enquanto a banda performava “Sabbath Bloody Sabbath”, levando o público ao delírio.
Com quase três horas de duração, o show foi encerrado em clima de celebração ao som de “Paradise City”, com direito aos guitarristas Slash e Richard Fortus, além do baixista Duff McKagan, distribuindo palhetas ao público. Ao deixar a Arena Fonte Nova, os fãs carregavam no rosto a satisfação e, ao mesmo tempo, a sensação de "a ficha ainda não caiu" de quem viu um sonho se tornar realidade. Um marco histórico que reafirma Salvador como território legítimo do rock.



