Moradores denunciam aumento de mosquitos no entorno da Lagoa dos Patos, na Pituba
Não funcionamento de aeradores e combinação de chuvas com altas temperaturas acendem alerta para risco de proliferação do Aedes aegypti
Aedes aegypti / James Gathany Moradores dos condomínios localizados no entorno da Lagoa dos Patos, na Pituba, têm relatado nas últimas semanas um aumento significativo na presença de mosquitos e muriçocas na região. A situação tem causado incômodo e preocupação, principalmente diante do risco de proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A combinação de chuvas frequentes com altas temperaturas cria o cenário ideal para a rápida reprodução do mosquito. No calor, o ciclo de vida do Aedes aegypti se acelera, e a água parada acumulada pelas chuvas passa a funcionar como ambiente propício para a deposição de ovos. O resultado pode ser o aumento de casos das arboviroses, especialmente no verão.
Áreas com água parada, como lagoas, piscinas desativadas, fontes e até pequenos recipientes, tornam-se focos de proliferação. No caso da Lagoa dos Patos, a preocupação recai sobre o não funcionamento de dois dos três aeradores instalados no espelho d’água; equipamentos essenciais para manter a água em movimento e dificultar a reprodução do mosquito.
Há cerca de um mês, o Pituba 24 Horas esteve na Praça da Lagoa dos Patos para verificar o estado de conservação do espaço, quase dois anos após a entrega realizada pelo prefeito Bruno Reis. Entre os problemas apontados na ocasião, o destaque foi justamente a inoperância de dois aeradores. A ausência de movimentação constante na água pode favorecer a ovoposição e a sobrevivência das larvas do Aedes aegypti.
Especialistas reforçam que o mosquito prefere água parada e limpa para se reproduzir. O aerador cria turbulência na superfície, inviabilizando o desenvolvimento das larvas e interrompendo o ciclo de vida do inseto. Sem o funcionamento adequado desses equipamentos, o risco de proliferação aumenta e acende um alerta para quem vive ou circula pela região.
O combate ao Aedes aegypti depende principalmente da eliminação semanal de criadouros. É fundamental vedar caixas d’água, colocar areia nos pratos de vasos, limpar calhas, descartar corretamente pneus e lixo, além de utilizar repelentes. Vale lembrar que os ovos do mosquito podem sobreviver por até um ano em ambiente seco.
Diante da demora na resolução do problema dos aeradores, moradores do entorno da Lagoa dos Patos solicitam aos órgãos públicos competentes uma ação emergencial, como a passagem do “carro do fumacê”, para eliminar os mosquitos adultos que estejam habitando a área da lagoa, enquanto medidas estruturais definitivas não são adotadas.



