Praça Aquarius vira palco de um espetáculo de dança no 18º Encontro Kpopper
Evento reuniu fãs de K-pop de todas as idades e lotou o anfiteatro com performances, cores e muita energia ao ar livre
Random Play Dance / P24H A Praça Aquarius, no bairro do Aquarius, foi tomada por música, coreografias sincronizadas e muita animação durante o 18º Encontro Kpopper, que transformou o espaço público em um verdadeiro show de dança a céu aberto. O anfiteatro ficou completamente lotado por fãs da cultura pop sul-coreana, que acompanharam atentos cada apresentação dos grupos covers.
Entre passos marcados e letras cantadas em coro, o público demonstrou forte conexão com o estilo K-pop. Jovens de diferentes idades marcaram presença, incluindo crianças acompanhadas dos pais, que também se encantaram com as performances e o clima descontraído do evento.
A identidade visual foi um espetáculo à parte. Muitos fãs fizeram questão de expressar sua paixão pelo K-pop vestindo figurinos inspirados em grupos como o BTS. Também chamaram atenção os admiradores de Hanguk Aeni, animações sul-coreanas no estilo anime japonês, que compareceram caracterizados como seus personagens favoritos.
De acordo com Juno, organizador do evento e fundador do Kpoppers Baianos, as expectativas foram superadas. “Tivemos uma participação massiva da comunidade K-pop, desde os mais novos até aqueles que acompanham o encontro desde a primeira edição, em 2014”, destacou.
Um dos momentos mais aguardados foi a Random Play Dance, que nesta edição agitou o público com uma hora ininterrupta de sucessos do K-pop. Ao reconhecer a música, quem dominava a coreografia podia invadir a pista e mostrar seus passos, transformando o público em protagonista do espetáculo.
Presente no evento, a doutoranda em Dança K-pop pela Escola de Dança da UFBA, Ivana Marins, ressaltou a importância da dança como ferramenta de visibilidade para jovens da periferia social, especialmente em espaços considerados nobres de Salvador. Ela também destacou a fusão entre a estética do K-pop e elementos da baianidade, com movimentos que remetem à capoeira.
A pesquisadora e professora de dança Amanda Alves também acompanhou o encontro e reforçou a relevância cultural do evento. Ela relembrou que, em 2012, quando começou a dançar K-pop, os encontros reuniam cerca de 30 pessoas. Hoje, o cenário é outro: uma praça lotada de jovens e adultos. Amanda ainda desenvolve pesquisas que relacionam o K-pop a ritmos afro-brasileiros, como o funk e o pagodão baiano, tema que também aborda no podcast K-pop com Dendê, disponível no YouTube.
Quem participou do 18º Encontro Kpopper saiu com o sentimento de “quero mais” e já aguarda, ansioso, o anúncio da data da 19ª edição.



