Rótulos & Encantos
Da entrada ao panetone: o vinho ideal para a ceia
Quais estilos de vinho funcionam melhor à mesa para acompanhar os principais pratos do Natal
Olá, sou Livio Chiazzano, enófilo, especialista em vinhos, hoje iniciaremos a nossa coluna quinzenal “Rótulos & Encantos”, onde vou explorar o mundo desta bebida obtida pela fermentação alcoólica do mostro de uvas, dar dicas de harmonização, orientar onde encontrar os melhores rótulos, além de outros temas relacionados com exclusividade para você, leitor do Pituba 24 Horas.
E, aproveitando a proximidade das datas festivas, nesta semana, falaremos dos vinhos que harmonizam com a ceia natalina.
Boa Leitura!
O Natal é, por excelência, uma data de encontros, afetos e mesa farta. Entre pratos tradicionais, receitas de família e aquela reunião que atravessa a noite, o vinho costuma ocupar um lugar de destaque. Mas, diante de tantas opções nas prateleiras, surge a dúvida que acompanha muitos leitores nesta época do ano: afinal, quais vinhos escolher para agradar a todos e harmonizar bem com a ceia?
A boa notícia é que não é preciso ser um especialista nem investir em rótulos caros para fazer boas escolhas. O segredo está em pensar no conjunto da mesa, no perfil dos convidados e, claro, no clima de celebração. Vinhos versáteis, equilibrados e fáceis de beber costumam funcionar melhor em ceias longas, onde os pratos se sucedem e os paladares são variados.
Para as entradas e pratos mais leves; como saladas, peixes, frutos do mar, peru frio ou tender servido em fatias, os vinhos brancos e espumantes são apostas certeiras. Um espumante brut nacional, por exemplo, combina frescor, acidez e elegância, além de acompanhar desde os aperitivos até o prato principal. Já brancos jovens, como Sauvignon Blanc ou Chardonnay sem passagem por madeira, funcionam muito bem com aves assadas e receitas com ervas e molhos mais delicados.
Quando a ceia traz carnes mais intensas, como pernil, cordeiro ou preparações com molhos mais encorpados, os tintos entram em cena. Aqui, a dica é evitar vinhos excessivamente potentes. Tintos de corpo médio, com taninos macios, como Merlot, Tempranillo ou blends argentinos e chilenos, costumam agradar mais e não cansam o paladar ao longo da noite. Eles equilibram bem gordura, especiarias e sabores mais marcantes típicos da ceia natalina.
E não podemos esquecer da sobremesa, um dos momentos mais aguardados da noite. Panetone, rabanada, tortas e frutas secas pedem vinhos doces ou fortificados. Espumantes moscatel, vinhos de colheita tardia ou até um bom vinho do Porto em pequenas doses ajudam a fechar a refeição com harmonia e elegância. Aqui, vale lembrar a regra de ouro: o vinho deve ser tão doce quanto, ou um pouco mais, que a sobremesa.
No fim das contas, escolher vinhos para o Natal é mais sobre criar um clima acolhedor do que seguir regras rígidas. Priorize rótulos fáceis de beber, sirva-os na temperatura correta e, acima de tudo, compartilhe. Porque, assim como a ceia, o vinho ganha ainda mais sentido quando está cercado de boas histórias, risadas e pessoas queridas. Na próxima sexta, a coluna Rótulos & Encantos volta com mais dicas para brindar bem a virada de ano.
Nos veremos em breve. TIM-TIM!


